BERG MORAZZI.

Berg Morazzi, nascido em 17 de maio de 1992, em uma pequena cidade do interior de Minas Gerais, Brasil. Escritor, roteirista, ator e ativista vegano. Fundador da editora e produtora TimeTravel. Mesclando influências de Gabriel García Márquez, Paulo Coelho, Charles Bukowski, Carlos Ruiz Zafón, Neil Gaiman, Scott Fitzgerald, entre outros, criou um estilo próprio e bem distinto de escrita.

SUAS OBRAS.

Onde se cruzam as paralelas (capa).jpg

Era um dia frio, fechado e chovia a cântaros em Juiz de Fora, Minas Gerais. Os carros passavam espirrando água nos poucos pedestres que se aventuravam a sair.

No ponto de ônibus só havia três pessoas, espremendo-se debaixo da marquise para conseguir proteção dos pingos grossos e gelados.

Enfim chegou a condução, lotada, parecia uma lata de sardinha. Não havia espaço para as três pessoas, uma delas ficou. Lentamente o ônibus subia a Avenida Independência. Depois da grande ladeira, a próxima parada já era o bairro Cascatinha.

Houve aquele habitual empurra-empurra para conseguir descer. Com muito custo, Gustavo saiu daquele inferno sobre rodas e, assim que colocou os pés na rua, um pingo de chuva caiu dentro de sua camisa. Foi escorrendo da nuca até chegar à calça e ser absorvido pelo jeans.

Um dia desses, uma situação dessas, irritaria qualquer ser humano. Mas não Gustavo Malta, pelo menos não naquele dia.

Delírios do céu de chumbo
Delírios do céu de chumbo

O céu fechado traz o anúncio da chuva. É igual a que caiu antes, é igual a que cairá depois. Uma cópia de uma cópia, como o princípio e o fim, como o dormir e o despertar. As gotas despencam de lá de cima, separadas. O vento as carrega, voam longe, até se perderem no caminho, até se esquecerem que já foram nuvem um dia.

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Enquanto a cidade dorme (capa)
Enquanto a cidade dorme (capa)

Há um mundo inteiro de sonhos e pesadelos, há tanta vida na noite como no fundo do oceano. Vida estranha, diferentes formas. O submundo da sociedade, cheio de cheiros, sabores e sensações. Corre risco de todos os lados, correm carros com os faróis acesos. Enquanto a cidade dorme, há aqueles que se levantam e saem, fazendo da Lua o seu Sol.

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Um quase romance
Um quase romance

Greg Walter é um playboy, filho de um grande empresário do ramo farmacêutico da Califórnia. Desde pequeno, ouvia do pai que seu destino era ser o sucessor na empresa. Quase se formando na faculdade, Greg começou a duvidar disso, pensando que talvez ele pudesse ser o dono de seu próprio destino. Mas a vida tem um jeito peculiar de mover as coisas, às vezes como uma brisa refrescante, às vezes como um furioso tornado.

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As flores morrem o ano todo (capa)
As flores morrem o ano todo (capa)

As flores nascem em mansões e guetos, campos e cidades. Enfeitam, encantam, depois morrem, como tudo na vida. Deixando as lembranças de bons dias. Um ciclo que se fecha, outro se inicia. E assim, a beleza voltará a florir um dia.

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Aquela pintura esquecida no porão
Aquela pintura esquecida no porão

Aquela velha pintura encontrada no fundo do porão, no dia da mudança. Moldura desgastada, poeira sobre a tela. Um olhar através da janela das memórias outra época, outra vida. Uma mistura de sentimentos, o gosto sentido na ponta do coração, o cheiro sentido com os olhos marejados. É só uma pintura velha, é só uma memória pendurada na parede da alma.

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De onde não se pode ver as estrelas (capa)
De onde não se pode ver as estrelas (capa)

O céu de concreto, as nuvens de fumaça. Dia e noite se confundem. Quando não se pode ver as estrelas, o melhor a se fazer é imaginá-las.

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Isso nunca foi sobre o amor
Isso nunca foi sobre o amor

Amor: s.m. Sentimento de afeto que faz com que uma pessoa queira estar com outra, protegendo, cuidando e conservando sua companhia. Era o que estava escrito no dicionário sobre a mesa. Ao lado dele havia um copo vazio e uma carta amassada.

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Rascunhos do cotidiano
Rascunhos do cotidiano

O doce e o amargo, o claro e o escuro, os opostos. O início, o fim e o meio, a linha reta que é, na verdade, uma curva. O cotidiano, que esmaga, que acaricia, que nos mata e nos revive todos os dias. O olho do furacão, cercado pela tempestade da incerteza do amanhã. Talvez essa seja a magia das coisas.

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Sobre a lucidez e outras farsas
Sobre a lucidez e outras farsas

Escolhemos nossos próprios caminhos, andando no escuro e lançando voo sobre a lucidez e outras farsas. Clamando acender uma lâmpada de realidade em nossas vidas de cegueira. A arte revela-se na inocência, no amor, no sarcasmo, no veneno destilado por uma sociedade louca e na memória do que talvez nem foi vivido.

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