Marcelo Brandão Mattos é Doutor em Letras pela Universidade Federal Fluminense, onde também se titulou Mestre em Literatura. Graduado em Cinema e em Letras, é professor e coordenador no Curso de Aprimoramento em Linguagem Palavra Mágica há 18 anos. Em 2011, lançou o livro teórico "Um banho de rio", sobre a obra do escritor angolano Luandino Vieira. O livro foi selecionado para publicação pelo edital EdUFF 2010. A tese de doutorado "A geração da distopia" foi escolhida pela FAPERJ, em 2014, para publicação em livro, pela editora PALLAS.

Marcelo
Brandão

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Marcelo Brandão Mattos é Doutor em Letras pela Universidade Federal Fluminense, onde também se titulou Mestre em Literatura. Graduado em Cinema e em Letras, é professor e coordenador no Curso de Aprimoramento em Linguagem Palavra Mágica há 18 anos. Em 2011, lançou o livro teórico "Um banho de rio", sobre a obra do escritor angolano Luandino Vieira. O livro foi selecionado para publicação pelo edital EdUFF 2010. A tese de doutorado "A geração da distopia" foi escolhida pela FAPERJ, em 2014, para publicação em livro, pela editora PALLAS.

A geração da distopia tem o mérito de procurar entender as implicações identitárias dessa vertente ideológica contemporânea, e, com isso, observar as novas representações ficcionais da angolanidade. O resultado aprofunda o conhecimento sobre autores que se atrevem a questionar os valores predominantes antes da independência, que se embasavam no nacionalismo e também em determinadas representações da africanidade. A geração distópica traz consigo esse desafio: repensar Angola e suas representações sem trazer prejuízo a símbolos culturais que resistiram a imposições europeias.

"Algumas respostas podem ser encontradas em  A geração da distopia: Representações da angolanidade na prosa contemporânea de Luandino Vieira, Pepetela e João Melo de Melo. O livro  aborda o impacto da independência de Angola na produção da escrita angolana. A publicação, na seara da análise literária, trafega também por história e pelos estudos culturais. O autor Marcelo Brandão Mattos é professor adjunto da UERJ na área de literatura portuguesa e literaturas africanas de língua portuguesa."

áfrica

É indiscutível que a literatura ecoe as realidades sociais de cada país. Autores reproduzem angústias, anseios ou certezas, consciente ou inconscientemente, mesmo quando as obras não se propõem a navegar pela política ou pelo realismo. O desenvolvimento da literatura angolana é um exemplo disso. Durante um bom tempo ela refletiu o desejo comum do país de se desenredar da realidade inóspita de ser uma colônia.  A premência da libertação unia a todos, advento que ocorreu somente em 1975, com a revolução. Até então a cultura e as artes mantinham-se sincronizadas com os sonhos e esperanças de uma utopia libertária. E depois?